O Lixo Doméstico

lixo domestico

O problema dos resíduos
Cada habitante em Portugal gera em média 1,7 kg de lixo por dia. Os resíduos são uma fonte potencial de energia e de matérias-primas que podem ser aproveitadas nos ciclos produtivos, mediante tratamentos adequados. Ler Mais

Cerca de 70% do lixo reciclável vai parar ao caixote do lixo, pelo que apenas uma pequena parte é recuperada.

Atualmente, existem formas de não produzirmos tantos resíduos e de recuperar as matérias-primas e os recursos contidos no lixo. Para que esta situação melhore, todos nós, como cidadãos, devemos assumir a nossa responsabilidade e atuar, adquirindo novos hábitos de compra, reduzindo os resíduos, fazendo a separação seletiva do lixo, bem como solicitar às autoridades e empresas medidas corretivas.

Composição do lixo

Os lixos domésticos são conhecidos como resíduos sólidos urbanos (RSU). Cada família deita fora anualmente dezenas de quilos de papel, de metal, de plástico e de restos orgânicos. Os resíduos sólidos urbanos são essencialmente constituídos por materiais fermentáveis, papel e cartão, metal e vidros. São os constituintes das vulgares latas, embalagens, garrafas, sacos de plástico, entre outros.

Matéria orgânica

A quantidade de alimentos que entra em nossa casa diariamente pode ser estimada em aproximadamente 2 kg por pessoa. Quase 90% do lixo que se produz numa casa deriva diretamente do processamento de alimentos (restos orgânicos e embalagens de alimentos). Os resíduos alimentares podem ser utilizados, nomeadamente como adubo.

Plásticos

Na sua maioria provêm de embalagens. Há que ter em conta que todos os plásticos são fabricados a partir do petróleo. Por isso, ao consumirmos plástico, estamos a contribuir para o fim de um produto não renovável. Os plásticos demoram muito tempo a decompor-se e, caso se opte pela sua incineração, para além de CO2 são também emitidos para a atmosfera contaminantes muito perigosos para a saúde e para o meio ambiente. A reciclagem de plásticos é um processo complexo.

Papel e cartão

São de fácil reciclagem. A procura crescente de papel obriga a recorrer à pasta de celulose, a qual é responsável pelo abate de árvores, bem como pela plantação de espécies de cultivo rápido, como o pinheiro ou o eucalipto, em detrimento das florestas originais. É preciso ter atenção que alguns tipos de papel, como os plastificados, os adesivos, os encerados e os papéis químicos, não podem ser reciclados.

Vidro

Pelas suas características é a embalagem ideal para praticamente qualquer tipo de alimento ou bebida, no entanto, tem vindo a ser progressivamente substituído por outros tipos de embalagem. O vidro é 100% reciclável. As embalagens de vidro podem ser reutilizadas várias vezes antes de serem recicladas. Um dos problemas que atualmente existe é a generalização de embalagens de vidro “não retornáveis” não havendo uniformização nas garrafas de forma a que possam ser reutilizadas.

 

Latas

Apenas podem ser utilizadas uma vez. O seu fabrico implica um grande consumo de energia e de matérias-primas, mas no processo de fabricação é comum a reciclagem de embalagens.

Pacotes (Tetra Pak)

Por serem estanques, de pouco peso e de fácil transporte, estão a ganhar espaço como embalagens de bebidas. São fabricados a partir de finas camadas de celulose, alumínio e plástico, sendo 100% recicláveis.

Aparelhos eletrónicos e eletrodomésticos

Atualmente, todos os pontos de venda são obrigados a aceitar o equipamento velho em troca do novo, sem cobrar qualquer taxa adicional. Contudo, nem todos os lojistas estão sensibilizados para esta responsabilidade. O consumidor pode ainda optar por entregar os equipamentos velhos num centro de recolha. O fabricante deve assumir todos os custos de recolha e as diferentes administrações públicas devem estar dotadas de centros de reciclagem para tratamento deste tipo de equipamentos. A energia necessária para produzir uma lata de alumínio, corresponde a duas horas de funcionamento de um televisor. Minimizar os problemas originados pelo lixo doméstico depende, em grande parte, dos consumidores. O consumidor responsável deve escolher produtos que não criem resíduos e que sejam recicláveis. Outra ação importante é a separação dos resíduos, facilitando desta forma o seu tratamento posterior. A chave para abordar de forma sistemática o lixo doméstico baseia-se nos famosos 3 R’s: Reduzir, Reutilizar, Reciclar.

Reduzir o lixo

As embalagens familiares são preferíveis às embalagens individuais. Em geral, devemos ser mais cuidadosos na compra de produtos descartáveis, como por exemplo, guardanapos de papel ou pratos de plástico. É preferível optar por objetos que possam ser utilizados mais do que uma vez. Ao fazer compras devemos levar os nossos próprios sacos, poupando assim o seu consumo.

Reutilizar os produtos antes que estes se convertam em resíduos

Consiste em aproveitar todo o potencial que estes produtos nos podem oferecer ou, caso tal não seja possível, devolvê-los ao circuito comercial onde foram adquiridos. Existem alguns tipos de bebidas que ainda mantêm uma distribuição comercial baseada em garrafas de vidro reutilizáveis, que depois de serem lavadas voltam ao circuito. A utilização de pilhas recarregáveis, nos equipamentos que o permitam, é outra excelente forma de reutilização de produtos. Os sacos de plástico das compras podem ser reutilizados como sacos de lixo. Já existem tecnologias para transformar borracha e plásticos em combustíveis líquidos ou gasosos.

Reciclar o lixo

Consiste em colocar os materiais recicláveis nos respectivos ecopontos para que depois de um tratamento adequado, possam ser novamente inseridos no mercado. Deste modo, consegue-se não só evitar a deterioração do meio ambiente, como promover uma poupança significativa de matériasprimas e energia. Os materiais com maior percentagem de reciclagem são o papel, o vidro e os metais. Por exemplo, os pneus podem ser utilizados para materiais redutores de som nas estradas, ou podem igualmente ser aproveitados, dum ponto de vista energético, em substituição de combustíveis fósseis nos fornos das cimenteiras. Atualmente, o óleo alimentar está a ser utilizado na produção de biodiesel. Para além dos conhecidos contentores para reciclagem de embalagens, restos orgânicos e papel, existem também contentores e serviços específicos para recolha de:

  • Pilhas;
  • Medicamentos e radiografias;
  • Roupa;
  • Eletrodomésticos;
  • Tonners e tinteiros;
  • Baterias;
  • Lâmpadas fluorescentes.
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